Crise Econômica Brasileira: Você Sabe Como ela Afeta Seu Patrimônio?

As últimas notícias econômicas não têm sido nada boas, como veremos no decorrer deste artigo.

Segundo o jornal Financial Times, em matéria publicada no dia 13/9/2015, a economia brasileira, que estava uma bagunça, enfrentava a pior recessão desde a Grande Depressão, isto é, o pior desempenho desde 1931.

Para não ficar cansativo, relacionei abaixo apenas alguns fatos que demonstram a magnitude da crise econômica que enfrentamos hoje no Brasil:

  • Estouro da inflação (acima do teto).
  • Descontrole fiscal.
  • Sucateamento da indústria nacional.
  • Destruição de valor da Petrobras.
  • Ingerência política.
  • Risco energético (apagão).
  • Disparada do dólar.
  • Desemprego acelerado.
  • Recessão.

Então, meu amigo investidor, sendo missão neste blog ajudá-lo a investir melhor, deve alertar que devemos nos preparar para tempos difíceis, o que exigirá uma estratégia defensiva do nosso patrimônio.

Antes, porém, relembrá-los de como viemos parar em tamanha confusão econômica.

Depois, que medidas você deve adotar tanto para proteger seu patrimônio como para conseguir investir melhor nesse panorama de recessão.

Apesar da crise, surgem grandes oportunidades.

Um breve resumo da crise de 2007/2008

Pode-se dizer que tudo começou nos anos de 2007/2008, quando o mundo experimentou uma das maiores crises financeiras globais.

Nesse fatídico ano, as maiores instituições financeiras americanas (incluindo bancos de investimento e seguradoras) simplesmente quebraram, a exemplo do Lehman Brothers.

Sem dúvidas, como muitas matérias demonstraram – como o documentário “Inside Job”, de Charles Ferguson – a crise foi inevitável diante da ganância dos executivos de Wall Street e da conivência do governo americano e órgãos reguladores, principalmente, na tomada de hipotecas de maior risco ou de segunda linha, os chamados segmentos subprime nos EUA.

Um pouco antes da quebradeira geral e dos escândalos financeiros, o presidente do Federal Reserve (FED) – o Banco Central americano – Ben Bernanke disse categoricamente:

O efeito dos problemas no segmento subprime sobre o mercado imobiliário como um todo será, provavelmente, limitado e não esperamos consequências significativas (…) para o resto da economia ou do sistema financeiro (fonte: BNDES).

Como já sabemos, ele estava errado. A crise financeira se agravou tanto que até mesmo a solvência do sistema bancário norte-americano (até então tido como um dos mais seguros do mundo) foi colocada em xeque. A maior bolha de ativos da história, ao final, levou o mundo a um longo processo de recessão e empobrecimento da classe média.

O fato é que a tomada de riscos em uma escala insustentável aliada à alavancagem dos investimentos resultaram em uma crise de iliquidez nos mercados internacionais, depois que essa bolha especulativa estourou.

A reação brasileira à crise

Como sempre, o Governo brasileiro tentou passar ileso por essa crise com medidas que fizessem a economia do Brasil se manter “estável”.

Influenciado pela maior intervenção do Estado na economia (decorrente da aversão ao risco no mercado externo), programou-se uma série de medidas para combater os vários efeitos da crise mundial.

Em resumo, o Brasil abandonou o tripé macroeconômico (regime de metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante) e acelerou o ritmo dos gastos públicos ao mesmo tempo em que se estimularam as famílias a gastarem desenfreadamente através do crédito “barato”, em grande parte, capitaneado pelos bancos públicos (vide Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil).

Além disso, o Governo passou a administrar certos índices para segurar a elevação dos preços (lembre-se que tamanho consumo fez a inflação subir).

Logo, entrou-se em um ciclo vicioso em que quanto mais o Planalto intervia na economia real, seja favorecendo algumas empresas ou privilegiando certos mercados, mais os preços fugiam de controle (energia elétrica, combustíveis etc.).

Um caso emblemático dessa estratégia equivocada foi explicado pelo economista José Roberto Mendonça de Barros ao falar da destruição de valor da Petrobras, em artigo publicado no ano de 2012:

O caso atual mais gritante é o dos preços de gasolina e diesel, que obriga a Petrobrás a importar gasolina e diesel, que obriga a Petrobrás a importar gasolina ao preço internacional e vendê-la aqui dentro mais barato, em razão do controle de preços [grifei]. Isso está destruindo o fluxo de caixa da Petrobrás, comprometendo seu programa de investimentos e afetando até a oferta de combustíveis (Estadão, 2012).

Como alguns economistas previram a nova matriz econômica Brasil, em vez de blindar a economia brasileira, levou a terra brasilis a experimentar a maior recessão desde os anos 30, época em que o mundo sofria a ressaca da Grande Depressão de 1929.

Para você ter uma ideia, enquanto o PIB brasileiro cresceu 5,17% em 2008, já no ano de 2009 houve uma retração de -0,2, sem contar na queda da Bolsa, na escalada do dólar e na eliminação em massa de postos de trabalho.

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) do Bradesco projeta que o Caged deve encerrar 2015 com o fechamento de um milhão de vagas de emprego, considerando que, nos últimos 12 meses mais de 600 mil vagas foram encerradas (fonte: dcomercio).

Efeitos atuais da crise brasileira

E agora José, onde estamos? O fato é que, atualmente, o Brasil mergulhou num mundo de incertezas – crise de confiança – e falta de perspectivas de melhoras no curto prazo.

Como não veem condições favoráveis, os empresários acabam adiando seus investimentos, o que leve a duas coisas: a produção cai e as demissões tornam-se inevitáveis.

Sabemos ainda que, para combater a inflação, o Banco Central utilizou sua principal arma para “esfriar” a demanda, por meio da taxa Selic.

Assim, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou sistematicamente a Selic de 7,25% em outubro/2012 para os atuais 14,25%, a fim de conter a expansão do crédito (estimulado pelo próprio governo) e, na teoria, frear a inflação.

Os efeitos colaterais dessa política que, no momento, tem sido necessária, são terríveis para o país, pois o aumento do custo do dinheiro desestimula o investidor privado a investir em produção.

É claro que outros fatores dificultam a vida do empreendedor no Brasil, como o excesso de burocracia (o custo Brasil), aumentos salariais sem ganha de produtividade do trabalhador brasileiro, carga tributária complexa e extorsiva. Tudo isso, sem dúvidas, dificulta e muito a vida do empresário no Brasil.

Finalmente, os dados mais recentes da economia brasileira não têm feito às pessoas sorrirem.

A inflação continua elevada, devendo chegar ao fim do ano acima dos 9%; as taxas de desemprego continuam subindo; o orçamento das famílias está no limite, tendo em vista a dificuldade para obter novos empréstimos (agora com juros altíssimos) e a queda na renda do trabalhador.

Medidas para proteger seu patrimônio

Bolsa de Valores x Renda Fixa

A Bolsa está cara diante da relação risco-retorno, ao confrontar uma previsão de baixo crescimento frente ao custo de oportunidade do capital aplicado em renda fixa. Além disso, o lucro das empresas brasileiras listadas na bolsa caiu 50% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, conforme divulgado pela Austin Asis (fonte: Economia/Estadao).

Por esses motivos, o nível atual de juros justifica uma exposição mais “agressiva” em títulos públicos ou outros instrumentos conservadores (LCI, LCA e CDBs) para aproveitar os juros em seu maior patamar desde agosto de 2006.

Fiquem de olho também nas chamadas “debêntures de infraestrutura”, privilegiando as empresas tradicionais e com ótimo histórico de serem boas pagadoras (o que pode ser checado no rating do título).

A grande vantagem é obter um retorno um pouco maior do o Tesouro IPCA+, pois essas debêntures – geralmente – são apreçadas com um prêmio de risco, logo, pagam uma taxa de juros levemente acima dos títulos públicos (e ainda são isentos da cobrança de imposto de renda).

E como diz o economista Delfim Neto: “Somos o último peru com farofa da economia mundial”.

De qualquer forma, uma boa recomendação é manter uma posição em Bolsa menor do que 15% do seu capital, caso o seu perfil seja moderado ou agressivo.

Apesar disso, para quem for mais ativo e gastar um tempo garimpando ações “premium” (não alavancadas, com alta margem, forte geração de caixa e produtos de alta qualidade) pode ser a grande chance de uma vida conseguir encontra boas oportunidades na renda variável.

Nem todas as empresas, por exemplo, acham ruim um câmbio depreciado, que é o caso daquelas cujas receitas estão atrelado ao dólar: WEG (WEGE3), Suzano (SUZB5) e Embraer (EMBR3).

Um grande investidor em renda variável disse em um dos relatórios que assino:

Eu gosto de manter a abundância de dinheiro na mão para que eu possa ser para comprar pechinchas no caso de um colapso do mercado. Os investidores cheios de dinheiro são muitas vezes capazes de obter ativos baratos depois de um colapso – eles podem precipitar-se e pegar as coisas com dinheiro rapidamente e, muitas vezes, a preços excelentes.

Em resumo, os tempos atuais exigem que você se dedique muito mais à proteção do seu patrimônio, principalmente, quanto à proteção dos ativos que podem reduzir muito em valor.

Por isso, aproveite esse momento para fazer uma profunda revisão das suas finanças, avaliando os riscos que seu patrimônio está correndo, a boa administração do seu orçamento (para não faltar dinheiro) e a rentabilidade dos seus investimentos.

PERGUNTA AO LEITOR:

Que atitudes você tem feito para não deixar a crise destruir o patrimônio da sua família?”

Um forte abraço!

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